Por que eu fui pra política
Deixa eu te falar como isso começou. Em sala de aula você enxerga o problema inteiro, mas o teu raio de ação é curto. Dá pra mudar a vida de uma turma. Não dá pra mudar a regra que produz o problema.
A pergunta que eu não conseguia largar era sobre dinheiro. O paranaense paga imposto todo dia, e boa parte disso sai daqui e não volta. Você acha justo o teu dinheiro virar uma praça no interior de outro estado, uma praça que você nunca vai usar? Eu acho que não. É daí que nasce a minha pauta principal, o Pacto Federativo.
“Eu continuo idealista, mas de uma forma diferente. Mais consciente de que tem que se trabalhar para fazer.”
Eu não acredito em ruptura. Quem joga tudo fora costuma esquecer de colocar alguma coisa no lugar, e sobra um vazio pra sociedade administrar depois. Mudança boa é gradual, estudada, construída com gente que pensa diferente sentada na mesma mesa.
Tem um limite, e ele é seco: com extremismo, de qualquer lado, eu não fecho acordo. Sou democrata e jamais autoritário. Dá pra sentar com quem discorda de mim e sair de lá com uma pauta melhor. Com quem quer acabar com a democracia, não dá.
Então o que eu quero construir é isso: o dinheiro do Paraná ficando no Paraná, cada estado com autonomia pra pensar a própria educação e a própria segurança, e escola pública fazendo o básico muito bem feito antes de inventar moda.