FICHA 022O PROBLEMA
O caso do cachorro-quente
Em Curitiba, o ambulante que vende cachorro-quente esbarra numa regra municipal que limita o horário de trabalhar. Pensa na cena: o trabalhador tá ali, carrinho pronto, cliente na rua, e quem manda ele parar é o relógio.
“O cachorro-quente é o mesmo. O carrinho é o mesmo. A pessoa é a mesma. O que muda é o relógio.”
“Se a pessoa quer vender coxinha à noite em vez de cachorro-quente, por que não pode? É o tipo de coisa em que o Estado não deveria interferir.”
Esse caso parece piada, mas mostra o retrato inteiro: um Estado que gasta energia atrapalhando quem trabalha, enquanto falta energia pro que só ele pode fazer.